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Entrevista com Matheus Antunes - Coordenador da Missão Brasil/China. |
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100PORCENTO - O fluxo comercial dos dois países ultrapassou os US$ 16 bilhões o ano passado, demonstrando uma grande tendência de crescimento econômico tanto do Brasil quanto da China. Quais as expectativas pernambucanas nesse cenário de intercâmbio comercial com a China? Matheus - As empresas de Pernambuco precisam dirigir seus esforços para os produtos e serviços requeridos pela China. Os segmentos da Alimentação – frutas, sucos e doces; Mel e Própolis, Bebidas e Massas, Biocombustíveis – Etanol e Biodiesel; Tecnologia da Informação – Serviços de Automação Bancária e Jogos; Construção Civil – Produtos como os Derivados de Gesso e Granitos, Projetos e Consultorias, etc., poderão vir a ser incorporados dada a demanda chinesa. |
100PORCENTO - Os pernambucanos terão a oportunidade de visitar o complexo de Ningbo, que possui cinco portos e recebe navios de até 300 mil toneladas. Existe alguma perspectiva de negócios para o desenvolvimento econômico e maior fluxo de navios no Porto de Suape? Matheus - Pernambuco vive um momento especial com a chegada dos projetos estruturadores – Refinaria de Petróleo, Pólo Petroquímico, Estaleiro Atlântico Sul, Pólo de Fármacos e outras iniciativas como a Ferrovia Transnordestina, Transposição do Rio São Francisco etc., e a China poderá ser importante parceiro em todos esses projetos e a Missão tem esse tema como pauta de negociações. O comércio com a China utiliza atualmente a rota sul chegando ao Brasil pelos portos de Sepetiba, no Rio de Janeiro, Santos em São Paulo, Rio Grande no Rio Grande do Sul. O Porto de Suape poderá ser incluído nesse contexto de porto de chegada quando da expansão do Canal do Panamá. 100PORCENTO - A China é um país famoso por fabricar e vender seus produtos por um preço irrisório, tornando-se um concorrente quase implacável comercialmente. Como Pernambuco deve se preparar para concorrer com esses preços baixos e esse mercado tão forte? Matheus - A estratégia da China era de copiar, melhorar e aperfeiçoar e isso foi feito durante anos. Agora procura investir em inovação tecnológica criando Centros de Excelência em varias áreas. A estratégia de Pernambuco poderá ser a de atrair as importações da China por importadores do Norte, Nordeste e Centro Oeste do Brasil, que já vem sendo feitas para que entrem pelo Porto de Suape. Temos gente capacitada para isso. Não precisamos depender de importadores do Sul. |
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Também interessa a Pernambuco atrair os capitais chineses para projetos no Estado. Temos bons projetos e assim parece ser a nossa vez. 100PORCENTO - Na China existe um balcão único onde os investidores, estrangeiros ou chineses, obtêm em uma semana todas as licenças que precisam para realizar investimentos no país. Esse é um agente facilitador que não existe no Brasil. Existe algum plano de criação de um balcão de investimentos para Pernambuco? Matheus - Pernambuco vem ao longo dos anos criando uma infra-estrutura capaz de proporcionar vantagens competitivas aos empresários. Também na formação de recursos humanos face ao excelente pólo educacional vigente. O balcão de investimentos para atrair projetos vem sendo estruturado pelos vários agentes responsáveis por isso. Trata-se de uma real necessidade a ser trabalhada. Como essa nova demanda e esse potencial seremos competitivos e parceiros desse mais importante tigre asiático. |
100PORCENTO -Quais as suas expectativas em relação à missão? Matheus - Bons negócios e novas frentes de trabalho. Serão mais 100 nordestinos representantes de vários setores empresariais e públicos trabalhando numa só direção e isso só pode dar certo. Novos tempos. Aqueles onde todos acreditam ser fundamental trabalharem juntos. |
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