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A usina de saúde


O especialista em Supply Chain Management – SCM – e sócio da 100PORCENTO Consult, Maurício Kirzner, afirma que o hospital é uma das organizações mais complexas que se possa administrar, devido ao grande abismo existente entre o ato de salvar vidas e as outras atividades e serviços envolvidos nesse tipo de estrutura.

Como a criticidade dos medicamentos e materiais médicos têm um grande impacto ao hospital, a área responsável pelo gerenciamento da cadeia de suprimentos (supply chain management ou scm) tem que agregar valores maiores em relação aos outros tipos de serviços, que são também necessários à vida da empresa.

A utilização de ferramentas de tecnologia da informação (TI) ao SCM, como o leilão reverso pela internet e o código de barras, têm sido imprescindíveis para o sucesso da gestão de materiais, de forma eficiente e eficaz, não só dos hospitais, como também dos seus profissionais, com um grande alcance na segurança de seus pacientes.


A utilização dessas ferramentas é capaz de ajudar na avaliação e identificação de erros, assim como promover soluções em desvios na cadeia de suprimentos, afirmou Kirzner. Com relação ao leilão reverso pela internet, essa ferramenta de TI proporciona uma maior integração com os fornecedores reduzindo a desconfiança, maior transparência e ética no processo de compras, redução de custos operacionais, aumento da produtividade, possível redução de preço, entre outros fatores importantes.

Mauricio destaca ainda, que a utilização do código de barras no rastreamento dos materiais e medicamentos, resulta em controle de estoques mais precisos, principalmente no controle de sua validade, na distribuição, na movimentação interna até a sua utilização no paciente, sendo esse o mais beneficiado. A rastreabilidade é uma das principais exigências para os hospitais que pretendem receber o certificado da ONA - Organização Nacional de Acreditação (similar a ISO, porém específica para hospitais) ou a JCI – Joint Comission International.

No Pólo Médico do Recife, apenas 35% dos hospitais existentes se utilizam de ferramentas de produtividade desta magnitude e/ou estão em implantação. Se quisermos ser um Pólo de Excelência, precisamos também ser redutores de custos na gestão da medicina aplicada. Para Maurício Kirzner, "esse é um processo irreversível".



Maurício  Kirzner
Sócio da 100PORCENTO AUDIT, CONSULT, SOLUÇÕES S.A..